Quando
as vilas de nosso município não contavam com os
serviços das grandes companhias de água, cabia
muitas vezes aos moradores e "urbanizadores" a tarefa
ingrata de procurar água potável. Na região
da Santa Isabel a perfuração de poços era
feita com modernas perfuratrizes, com esta da foto (1963), em
pleno funcionamento próximo à sanga que corria
ainda límpida na esquina da José Bonifácio
com a Neida Maciel. As redes de distribuição não
alcançavam os leitos das ruas. Era por dentro dos pátios,
de uma caixa d'água para a outra que essa rede de solidariedade
funcionava. Os moradores pagavam uma pequena taxa de manutenção
por um serviço racionado, que não dava conta da
demanda. Esse sistema durou até meados da década
de 1970. E muitos dos "administradores" tinham sua
função aderida ao sobrenome, como João
Urbano, que cuidava da rede das Vilas Aparecida e Jardim Universitário
que era carinhosamente chamado de "Seu João da Água".
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