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Suelci
da Silva Santos nasceu em POA no bairro Santana, em 29 de setembro
de 1939. Aos 14 anos de idade, já desfilava na bateria
da tribo "Os Xavantes". Começou cedo a sua
história no carnaval, passou por diversas escolas de
samba de Porto Alegre e arredores. Apaixonado por futebol e
“bom de bola”, como se diz na gíria do esporte,
atuou no Aimoré e no Casemiro de Abreu lá do bairro
Santana.
Em 1964 Suelci chegou na comunidade de Viamão para fazer
história, com um temperamento muito forte e fiel aos
seus ideais, participou ativamente dos acontecimentos e desenvolvimento
da cultura e esporte local. |
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Na oportunidade, jogou no Santa Isabel, no Minatto, no Diamantina
e no Nápoles. Habilidoso e dono de uma técnica
refinada, quando entrava em campo era temido pelos zagueiros.
Nos anos 80, fundou com um grupo de amigos, a Unidos de Vila
Isabel, uma das maiores representações culturais
de Viamão.
Atuando em todas as pontas da entidade, sempre participou
de corpo e alma no processo de elaboração da
escola, do tema de Enredo a montagem e desfile na avenida.
Como um verdadeiro pai, sentia-se orgulhoso de ver a sua criação
brilhar na passarela do samba. O espírito desbravador
e criativo não deixou o Suelci aposentar-se das atividades,
e aos 65 anos de idade segue o seu destino. Fundou com um
grupo de amigos, no ano de 2004, o "Estado Maior de Viamão"
uma entidade carnavalesca que participou do desfile oficial
no carnaval de Viamão, obtendo uma resposta muito favorável
do público e da imprensa local. O seu gosto pelo samba
não fica só no carnaval, organizador de rodas
de pagode sempre marca presença com seu reco-reco e
já acompanhou nada mais, nada menos que o Neguinho
da Beija-Flor, intérprete da Beija-Blor de Nilópolis
carnaval do Rio de Janeiro e o príncipe do pagode,
o Reinaldo. Quando lhe perguntei. E aí, quando tu vais
parar? A resposta foi curta. “Não vou parar.
No próximo ano quero retornar ao Rio de Janeiro para
assistir o desfile do grupo especial, desfilar em Porto Alegre
na Realeza e na Velha Guarda da Samba Puro, e se Telone (esposa)
deixar, só volto no sábado de cinzas. Hahahaha!”
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